(49) 3621.2810

Você está em: Início  Edições  O que é o médico coloproctologista?


Equipe

Revista SOS Saúde
(49) 3621.2810
revistasossaude@hotmail.com

Rua Almirante Barroso, 1151 - Centro
São Miguel do Oeste, SC

O que é o médico coloproctologista?

O médico coloproctologista é um cirurgião especializado em tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos das doenças do intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. Ele tem formação avançada em problemas do intestino, além de ter tido treinamento na especialidade da cirurgia geral. A Coloproctologia é a especialidade exercida pelo coloproctologista. Antes conhecida como Proctologia, a especialidade médica passou a ser melhor referida pelo termo Coloproctologia por incluir também o estudo e abordagem terapêutica das doenças do intestino grosso e delgado.

Tratam das doenças benignas e malignas. Realizam exame físico no períneo conhecido como toque retal. Realizam também anuscopia, retossigmoidoscopia e a colonoscopia (endoscopia do intestino). Esses são os exames que podem definir se o tratamento será clínico ou cirúrgico.

É o médico especialista indicado para fazer as orientações sobre constipação intestinal, distúrbios de evacuação, prevenção do câncer de intestino e prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis, assim como oferecer as melhores indicações de prevenção e tratamentos nos assuntos do trato intestinal e do ânus.

O coloproctologista trata doenças como:

Hemorroidas, fissuras anais, abscessos perianais, fístulas anais, lesões pós-cirúrgicas do ânus, doenças sexualmente transmissíveis, prolapso retal, constipação, incontinência anal, tumores benignos e malignos do intestino grosso, do intestino delgado e do reto, doença diverticular do intestino, doenças intestinais inflamatórias específicas e não específicas, tais como retocolite ulcerativa inespecífica e Doença de Crohn e doença pilonidal.

Doença hemorroidária

Hemorroidas são estruturas anatômicas normais formadas por vasos sanguíneos comunicantes situados na parte interna do canal anal. Quando esses vasos aumentam de tamanho, inflamam e produzem sintomas surgindo a doença hemorroidária. Ela pode ser interna, situada dentro do canal anal, ou externa, situada na borda do ânus.

A doença hemorroidária tem múltiplas causas, com a característica comum de provocarem alterações na circulação sanguínea dos vasos hemorroidários. Tais alterações podem ser decorrentes de mudanças na consistência das fezes, esforço evacuatório, gravidez, trauma pelo uso de papel higiênico e até fatores hereditários.

Aproximadamente metade das pessoas na idade adulta tem ou já tiveram algum sintoma relacionado à doença hemorroidária.

O sintoma mais comum é o sangramento anal, geralmente indolor, que suja as fezes com raias de sangue vivo ou em casos mais intensos chega a respingar no vaso sanitário. O sangramento pode ser visível também no papel higiênico após a limpeza do ânus. Outros sintomas comuns são coceira ou irritação no ânus, dor contínua ou durante as evacuações, presença de prolapso – quando os mamilos hemorroidários exteriorizam-se através do canal anal – nódulo anal doloroso e presença de secreção viscosa no ânus (chamada de muco).

O tratamento da doença hemorroidária inclui medidas simples de alterações comportamentais e dietéticas até uso de medicamentos e tratamentos cirúrgicos.

O uso de dieta rica em fibras, com aumento da ingestão de frutas e verduras, associado a ingestão de pelo menos dois litros de água por dia pode regular o hábito intestinal e provocar eliminação de fezes mais macias que diminuem o esforço evacuatório e o trauma provocado pelas fezes ressecadas.

Em alguns casos o médico pode indicar uso de medicamentos específicos para as veias hemorroidárias (chamados flebotônicos), anti-inflamatórios e pomadas de uso tópico.

Quando as medidas higieno-dietéticas e medicamentosas não surtem efeito pode ser indicado tratamento cirúrgico. Existem várias opções cirúrgicas, desde a cirurgia clássica até tratamentos alternativos como ligadura elástica, escleroterapia e desarterialização e hemorroidopexia.

O padrão ouro para o tratamento cirúrgico da doença hemorroidária é a retirada completa dos mamilos hemorroidários por cirurgia. É a chamada hemorroidectomia clássica. Esse método tem eficiência amplamente comprovada pela literatura médica ao longo das últimas décadas, com baixo índice de recidiva da doença e de complicações.

A ligadura elástica e a escleroterapia – técnica que pode ser utilizada em consultório, sem necessidade de anestesia – é uma opção bem eficaz e já testada por muito anos, para o tratamento de doença hemorroidária leve com excelentes resultados.

Várias outras doenças podem provocar sintomas parecidos com os da doença hemorroidária.

É essencial consultar um especialista para obter um diagnóstico adequado.

Dr. Luiz Felipe Pfeifer

Coloproctologia | Colonoscopia

CRM/SC 15.781 | RQE 14.988

Acesse a matéria na revista


(49) 3621.2810

revistasossaude@hotmail.com

Rua Almirante Barroso, 1151 - Centro
São Miguel do Oeste, SC

Mapa de localização

Revista SOS Saúde © Todos os direitos reservados