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Você conhece algumas particularidades em linguagem e aprendizagem que podem interferir no decorrer de nosso desenvolvimento?

Você conhece algumas particularidades em linguagem e aprendizagem que podem interferir no decorrer de nosso desenvolvimento e que podem ser foco de avaliação e intervenção precoce ou terapêutica especializada?

Distúrbio Específico de Linguagem (DEL)

A linguagem é uma habilidade constitutiva de todos os sujeitos. Pessoas que apresentam dificuldades em relação à aquisição e desenvolvimento linguístico podem estar com alteração constitucional no processamento neuropsicológico da linguagem. Elas podem aparecer como alterações heterogêneas que se manifestam no decorrer do desenvolvimento, como por exemplo:

• Simplificações fonológicas desviantes (trocas na fala persistentes, sistemáticas e assistemáticas);

• Vocabulário restrito;

• Uso de gestos ou estruturas simplificadas no discurso;

• Dificuldade em adquirir novas palavras;

• Estrutura gramatical simplificada e pouco variada;

• Ordenação de palavras de forma não usual;

• Dificuldade em entender sentenças ou palavras específicas como marcadores espaciais ou temporais;

• Realiza comandos linguísticos de forma incorreta;

• Responde incorretamente sob questionamento;

• Dificuldade em manter tópico da conversação;

• Memória de curto prazo deficiente, entre outros.

Dislexia

É uma alteração específica de aprendizagem de origem neurobiológica classificada dentro dos subtipos de Transtorno Específicos de Aprendizagem (TEAd). Tem como característica essencial o déficit na habilidade de leitura. É caracterizado por:

• Dificuldades na fluência da leitura;

• Habilidades empobrecidas de soletração;

• Leitura de palavras de forma imprecisa, lenta ou com esforço;

• Dificuldades para compreender o que é lido;

• Dificuldades para ortografar (troca de letras sonora ou visual);

• Dificuldades com a expressão escrita;

• Dificuldades no processamento fonológico, rimas e ritmo;

• Menor capacidade de memória de trabalho fonológica;

• Alterações nas funções executivas;

• Dificuldades em relação à organização da linguagem escrita e falada;

• Difícil aprendizado de letras e seus sons;

• Alterações na memorização de fatos numéricos;

• Dificuldade no aprendizado de nova língua.

No diagnóstico diferencial, segundo o DSM V, deve ser levado em consideração que essas dificuldades devem ter persistência de pelo menos seis meses, apesar de provisões de intervenções dirigidas a essas características de desenvolvimento. Além disso, que as habilidades acadêmicas afetadas devem estar substancialmente abaixo do esperado para a idade cronológica, causando prejuízos no desempenho acadêmico, ou profissional ou nas atividades cotidianas. Tal transtorno pode se manifestar conforme o aumento das exigências pela habilidade afetada e deve ser confirmado a partir de avaliações médicas, fonoaudiológica, psicopedagógica, psicológica e/ou neuropsicológica validadas e parametrizadas, bem como a partir de critérios de exclusão de deficiência intelectual, problemas de visão ou audição não corrigidos, transtornos psiquiátricos ou neurológicos, adversidade psicossocial e escolarização inadequada.

Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC)

O Processamento Auditivo Central é a habilidade com a qual o sistema nervoso central utiliza a informação sonora recebida. Em casos de pessoas com DPAC, são apresentadas dificuldades em relação à eficácia e eficiência na compreensão de fala ou estímulos auditivos em situações diversas de escuta. Não tem relação com perda auditiva ou surdez e sim com a funcionalidade da audição, no qual os sons são detectados normalmente, porém existem dificuldades em interpretá-los. Indivíduos com esse distúrbio podem apresentar:

• Atraso no processo de desenvolvimento da linguagem inadequada em relação à idade;

• Dificuldade para ouvir e compreender o que está sendo dito - a criança parece escutar, mas não entende o que ouve;

• Dificuldade em manter uma conversa;

• Dificuldade em anotar aquilo que ouve;

• Dificuldade de aprendizagem;

• Dificuldade em manter a atenção e executar instruções orais;

• Dificuldade de memorização em atividades diárias;

• Dificuldades acadêmicas para ler e escrever;

• Fadiga em aulas ou palestras;

• Troca de letras na fala ou escrita;

• Escrita de números espelhados;

• Dificuldades em compreender informações em ambientes ruidosos;

• Desatenção e distração;

• Solicita repetição constante da informação;

• Agitação;

• Dificuldade para entender conceitos abstratos ou de duplo sentido.

A avaliação e intervenção dessas habilidades específicas devem ser realizadas por um profissional Fonoaudiólogo, pois a formação específica relacionada à linguagem, audição, leitura, escrita, pelo regimento nacional e Código de Ética é função da FONOAUDIOLOGIA. Também é importante lembrar que essas alterações podem estar relacionadas com outros funcionamentos individuais específicos como por exemplo: Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Down, entre outros, portanto o processo diagnóstico deve ser multidisciplinar e muito criterioso.

Caroline Scussiatto Fonoaudiologia e Psicopedagogia

Caroline Carminatti Scussiatto

Fonoaudióloga | CRFª 6580

Especialista em Fonoaudiologia Educacional - Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional

Especialista na Área da Surdez - Mestra em Educação - Doutoranda em Educação

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