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19/12/2017
GESTAÇÃO! Posso comer por dois?

É natural e esperado ganhar peso durante a gestação. Contudo, um ganho excessivo pode representar algumas complicações durante os nove meses e até mesmo durante o parto e pós-parto. Por isso, a mulher deve estar atenta ao seu peso, principalmente se já estava acima do ideal antes de engravidar.

Estima-se um aumento entre 9 a 12 kg até o final da gravidez. Entretanto, o ganho de peso dependerá da situação inicial de cada mulher. De um modo geral, quanto mais peso a gestante tiver ao engravidar, menos ela poderá ganhar até o final dos nove meses.

E os números dos últimos anos comprovam que o excesso de peso vem crescendo muito no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, os casos de excesso de peso aumentaram de 42,6% para 53,8% entre 2006 e 2016 – ou seja, mais da metade da população brasileira está cima do peso. No mesmo período, a prevalência de obesidade também aumentou, de 11,8% para 18,9%.

Quais são os riscos?

O peso excessivo na gravidez aumenta o risco de uma série de complicações, como pressão alta, diabetes gestacional, que podem levar a vários desfechos indesejados como má formação fetal, prematuridade, e até mortalidade materno-fetal.

Na gestante com diabetes outra complicação potencial é o peso do bebê, que pode nascer com mais de quatro quilos, um problema chamado de macrossomia e que aumenta o risco de hipoglicemia e desconforto respiratório no recém-nascido logo após o parto.

Temos que lembrar também dos incômodos e sintomas comuns da gravidez, como cansaço, dores lombares e nos membros inferiores, dificuldades respiratórias, além de estrias e que poderão ocorrer com maior intensidade e frequência quando a mulher inicia a gravidez acima do peso.

Consequências

O feto, por sua vez, pode também ser prejudicado. O excesso de peso materno aumenta sua predisposição em apresentar defeitos de formação e com maior chance de evoluir para sofrimento e óbito fetal. Além disso, filhos de gestantes obesas apresentam maior risco em desenvolver obesidade durante a vida. Isto ocorre porque a programação metabólica do ser humano tem início já na vida intrauterina e sofre influência direta do peso e da alimentação materna durante a gestação.

O peso da mãe pode ter influência até mesmo no tipo de parto. Se a paciente tiver um bebê com macrossomia, a chance de haver necessidade de indicação de parto cesariano é bem maior.

A presença de obesidade também se associa a partos mais demorados e com maior tempo de anestesia, além de predispor a um maior risco para hemorragias graves.

Quais cuidados posso ter?

O cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), um padrão estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica se estamos dentro do peso ideal, deve ser realizado pela mulher antes de engravidar ou pelo menos no início da gestação. Quando o resultado é maior ou igual a 25, significa excesso de peso. A partir de 30, é considerada obesa.

Apesar de todos os riscos, é possível contornar essa situação do excesso de peso fazendo um bom acompanhamento pré-natal e tomando algumas atitudes e hábitos relacionados à alimentação.

Mesmo as mulheres que iniciam a gestação acima do peso não devem realizar restrições dietéticas severas na gestação. Ao invés disso, devem se esforçar para melhorar a qualidade dos alimentos ingeridos, já que a alimentação inadequada provoca uma competição entre mãe e filho na busca por calorias e nutrientes.

Os exercícios, aliás, podem e devem ser utilizados como uma forma de evitar o peso excessivo. As atividades mais comuns são a caminhada e a hidroginástica. Entretanto, a gestante deve sempre procurar seu obstetra antes de iniciar qualquer tipo de condicionamento físico.

É importante ressaltar que aquela história de comer por dois é mito e já ficou para trás há muito tempo. O recomendado é prezar por uma alimentação balanceada e com mais qualidade.

Dra. Daiane Pan

CRM/SC 16977 | RQE 12549

Ginecologista | Obstetra e Ultrassonografia

Fonte: Revista SOS Saúde

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