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10/01/2018
Entenda as diferenças entre o Ultrassom em 3D e 4D

O ultrassom em 3D mostra imagens do bebê em três dimensões, e a melhor parte é que dá para ver o rostinho dele com detalhes.

A ultrassonografia em 4D (que conta o tempo como a quarta dimensão) mostra essas mesmas imagens, só que em movimento.

Todo mundo fica super ansioso para ver o bebê pela primeira vez na tela do ultrassom, mas na hora H é difícil distinguir a carinha do filho naquela imagem borrada, sem muita definição.

O problema é que o ultrassom deixa o bebê "transparente", ou seja, você enxerga os ossos e órgãos internos, em vez da pele.

Com os ultrassons em 3D e 4D, o que se enxerga é a pele que cobre o bebê. Dá para ver o formato do nariz e da boca, observar um bocejo ou vê-lo colocando a língua de fora.

Dá para ver até se ele se parece mais com a mãe ou com o pai.

Do ponto de vista médico, há alguns benefícios dos ultrassons em 3D e 4D, mas o ultrassom comum é mais do que suficiente para os principais exames de rotina.

Às vezes a tecnologia 3D e 4D pode ser útil para mostrar mais detalhes sobre alguma anormalidade já detectada.

Também ajuda a diagnosticar problemas como o lábio leporino, para preparar a família e já deixar os médicos prontos para uma eventual cirurgia depois do parto.

O ultrassom em 3 D também pode ser útil para avaliar o coração e outros órgãos internos e ainda calcular volumes.

Esse tipo de exame permite ainda que outro médico analise o ultrassom à distância, em outro momento, na chamada telemedicina. Isso porque as "fatias" de imagens feitas para compor o 3D ficam armazenadas e podem ser recompostas depois.

Esse tipo de ultrassom é tão seguro quanto a ultrassonografia comum. A imagem é formada na verdade por uma composição de imagens bidimensionais.

As melhores imagens do ultrassom em 3D ou 4D, para quem só quer ver o bebê, são as feitas entre 26 e 30 semanas de gravidez. Antes disso o bebê tem pouco tecido adiposo sob a pele, ou seja, é magrinho demais, e os ossos do rosto ficam muito visíveis.

Depois de 30 semanas, pode ser que a cabeça fique numa posição difícil de alcançar, muito afundada na sua pelve, e o ultrassonografista pode ter dificuldade em obter uma boa imagem.

É bom ter consciência também de que nem sempre as fotos ou as imagens vão sair bonitas e claras como a gente quer. Tudo depende da posição em que o bebê está, e, no caso da "foto" do ultrassom em 3D, que ele não fique se mexendo.

A posição ideal é com o rosto virado para fora da barriga, com bastante líquido amniótico na frente, sem a interferência do cordão umbilical e sem o bebê estar muito encaixado.

Se o bebê estiver virado para as suas costas ou estiver com o rosto muito próximo da parede do útero, a imagem pode ficar difícil.

A presença de uma camada de gordura na barriga da mãe também interfere na clareza da imagem.

Um truque é levar alguma coisa doce para comer, como um chocolate, para tentar "estimular" o bebê a se mexer e mudar de posição na hora do exame, se necessário.

Nesse tipo de ultrassom também dá para ver com detalhes o sexo do bebê.

A ultrassom 3D ainda pode ser usada para avaliação da cavidade uterina, bem como para a identificação de pólipos, miomas e na visualização de endoceptivos como o mirena e dispositivos intrauterinos.

Dr. Ricardo Cesar Mazetto

Especialista pela FEBRASGO - TEGO 0777/2005 - CRM/PR 24044

Atuação em Ultrassonografia - FEBRASGO - Título n˚ 096/2006

Fonte: Revista SOS Saúde

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